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História de Periquito

por Assessoria de Comunicação Social

21/06/2013 16:36

Era uma vez... Era uma vez, não. Essa não é a melhor forma de começar uma história tão boa como esta que vai ser contada agora. Esta história é rica e pretensiosa.
 
O ano é 1939. Exatos 74 anos. E assim nossa história começa.
 
O fazendeiro Waldemiro Barrel pagou, como promessa a São Sebastião, 15 alqueires de terra, destinadas à formação de uma vila dentro do território do município de Açucena. Na época, ele não sabia, mas aquele pedaço de terra tinha tudo para crescer e dar certo.
 
O nome escolhido? Periquito. Desde sempre, este nome esteve ligado às pequenas aves da espécie Melopsittacus undulatos, da família Psittacidae, que povoam a região.
 
Uma das maiores bacias hidrográficas de Minas Gerais estava ali: o Rio Doce. Assim, a prosperidade da agricultura já estava garantida. Não deu outra. Vieram pessoas, pioneiros. Construíram casas. Tiveram filhos e filhas. O povoado cresceu.
 
Veio a Estrada de Ferro Vitória a Minas - EFVM e, com ela, mais gente. Através da ferrovia, cargas e passageiros eram transportados de Itabira a Vitória – capital do Espírito Santo. Vieram os ferroviários.
 
O povoado ia ficando importante. O lugarejo virou parada obrigatória do trem de ferro. Da velha Maria Fumaça. O movimento de pessoas e mercadorias na estação era intenso. Como o trem escoava a produção para o litoral, o lugar ficou conhecido. Gente de todo lugar passava por ele. Muitos gostaram. E, simplesmente, ficaram.
 
Em 30 de dezembro de 1962, através da Lei Estadual n° 2.764, assinada pelo Governador Magalhães Pinto, o povoado foi elevado a distrito do município de Açucena. Sete anos depois, a construção da Rodovia BR-381, que liga Belo Horizonte ao leste do Estado, chega a este povoado. Pronto. Tínhamos tudo. Água, estrada de ferro e uma rodovia federal que passa pelas cidades mais importantes do estado. A distância da capital, também não é grande: 237 quilômetros.
 
Com todos estes pontos a favor e muita vontade de crescer, a população do distrito de Periquito tentou a emancipação política e administrativa do município de Açucena. Formaram associações, juntaram documentos, lutaram, até conseguirem criar a Comissão Distrital Unidos de Periquito – CODUP, responsável legal pelo processo de emancipação e essencial em todo o caminho percorrido.
 
Esta emancipação era um desejo antigo dos moradores. Foram duas tentativas: uma em 1991 e a segunda, como plebiscito, em 1995. Objetivo alcançado.
 
No dia 21 de dezembro de 1995, Periquito vira município. Está lá, regulamentado na Lei Estadual n° 12.030, assinada pelo presidente da Assembléia Legislativa na época, Deputado Agostinho Patrus. Periquito agora é uma cidade.
 
Com a autonomia, Periquito fica com uma área total de 228 km². Soma-se a sede: três distritos – Pedra Corrida, Serraria, São Sebastião do Baixio; três comunidades: Ilha Funda, Santa Cruz, Chieira e um assentamento: Liberdade.
 
O primeiro prefeito eleito foi Eduardo José Rodrigues Barrel do Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB. A Lei Orgânica Municipal foi promulgada em 9 de março de 1999.
 
O município tem enorme potencial agrícola, pecuário e industrial. Sua grande extensão territorial permite a instalação de variados projetos empresariais.
 
Quanto ao turismo, Periquito não tem, necessariamente, muitos pontos. Contudo, os sítios históricos ajudam a contar a história periquitense e são belezas construídas ao longo dos anos.
 
O leito ferroviário tem mais de meio século de existência. Ao longo do Rio Doce, existem inúmeras ilhas, que são usadas na agricultura. Há dezenas de reservas florestais, mantidas pelas empresas Cenibra e ArcelorMittal. A fauna é variada, formada por animais típicos da região. O município tem, também, a Capela de São Sebastião, hoje, tombada como patrimônio histórico do município.
 
Os mais de sete mil habitantes do município têm na agricultura de subsistência sua principal atividade econômica e a indústria de reflorestamento de eucaliptos é a maior fonte empregadora.

Não é, de fato, uma bela história? Dessas que não dá pra contar com um “era uma vez”? Esta história é real. Vivida por dias, meses, anos, décadas pelos habitantes de Periquito.
 
PIONEIROS
 
Desde os primeiros responsáveis pelo crescimento e progresso de Periquito, destacam-se as seguintes pessoas:
 
• Waldemiro Barrel – Fazendeiro e dono de grandes extensões de terra na região. Doou para a paróquia de São Sebastião as terras onde se localiza a cidade de Periquito. Waldemiro Barrel também era avô do primeiro prefeito, Eduardo José Rodrigues Barrel.
• José Zeferino – Mais conhecido como “Zé Baiano”. Grande empreendedor do local. Tinha uma olaria, produtora de telhas e tijolos, vendidos na região. Doou o terreno e construiu a primeira Igreja Católica e o Cemitério local.
• José Bonifácio Andrade – Comerciante. Montou o primeiro comércio do povoado de Periquito. “Zé Afonso”, como era popularmente conhecido, foi também líder político, fiscal municipal e subdelegado de polícia nomeado.
• Joaquim Marcos da Silva – Próspero fazendeiro da região. Foi uma das principais lideranças políticas do local. Exerceu, ainda, a função de juiz de paz.
• Jandir Sanches – Influente morador do povoado e primeiro Juiz de Paz de Periquito.
• João Luiz da Silva – Próspero comerciante do povoado. Exerceu grande influência política. Foi, ainda, Juiz de Paz.
• Levi Lopes – Primeiro titular do Cartório de Notas local.
 
E ainda:
 
 
• João Braúna
• Clemente Bispo
• Levi Medeiros
• Antonio Agente
• Silvio Alvim
• Joel da Hora
• Álvaro Baiano
• José Dionísio

 
Fonte: Assessoria de Comunicação Social com dados da Lei Orgânica Municipal


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